Um conceito moderno de Ergonomia:


Conjunto de ciências e tecnologias que procura fazer um ajuste confortável e produtivo entre o ser humano e seu trabalho, basicamente procurando adaptar as condições de trabalho às características do ser humano.
 
Em Ergonomia, o binômio conforto-produtividade andam juntos. Não é possível pensar-se somente no conforto, sem se pensar na produtividade; também não é possível pensar-se só na produtividade se não se pensar no conforto, porque este resultado de produtividade será transitório.
 
Sabendo-se que a Ergonomia tem por objetivo adequar o trabalho às características do homem, sejam físicas, sejam psíquicas, é necessário ter-se conhecimentos mínimos de como nosso organismo funciona e quais são as limitações do nosso corpo, para que se possam desenvolver projetos que correspondam a tais características.
 
O risco ocupacional “exigência de postura inadequada” é selecionado para um vasto número de profissões. As mais comuns são profissões as quais exigem que o funcionário permaneça por longos períodos em pé, ou sentado, podendo acarretar problemas osteomioarticulares (ossos, músculos e/ou articulações). Exemplo: assistente administrativo, mesmo com possibilidade de pausas para ir tomar um café, ao banheiro etc, ele passa nessa atividade por um período de trabalho estático (parado), onde mesmo sentado, sem pegar peso, pode gerar uma hérnia de disco, por exemplo. Claro, tendo em vista a susceptibilidade de cada pessoa e seu organismo.
 
Segue outros exemplos, entre tantos discutidos na comunidade científica de Ergonomia.
 
ü Todas as situações de esforço estático, ou isométrico. A consequência primária chama-se fadiga muscular. As situações de esforço estático mais comuns no trabalho são:
 
·  Trabalhar com o corpo fora do eixo vertical natural;
·  Sustentar cargas pesadas com os membros superiores;
·  Trabalhar rotineiramente equilibrando o corpo sobre um dos pés, enquanto o outro aperta um pedal;
·  Trabalhar com os braços acima do nível dos ombros;
·  Trabalhar com os braços abduzidos de forma sustentada (posição de ‘asas abertas’);
· Realizar esforços de manusear, levantar ou transportar cargas pesadas;
· Manter esforços estáticos de pequena intensidade, porém durante um grande período de tempo; por exemplo,trabalhar com terminal de vídeo de computador muito elevado leva a esforço estático e fadiga dos músculos trapézios;
· Trabalhar sentado, porém sem utilizar o apoio para o dorso, sustentando o tronco através de esforço estático dos músculos das costas;
· Trabalhar sem apoio para os antebraços, e tendo que sustentá-los pela ação dos músculos dos braços;
· Trabalhar de pé, parado.
 
Sendo assim, esse risco ocupacional, selecionado no ASO, não é nada mais de que uma observação que o médico do trabalho faz no momento da consulta ou pelo conhecimento dos laudos previamente analisados da empresa e/ou pela visita em campo para análise ergonômica mais detalhada, quando necessário.
 
Esse risco ocupacional é o item mais conhecido dos médicos do trabalho e em resumo, só diz que nenhuma condição de trabalho é 100% isenta de riscos para o trabalhador, por isso até mesmo o Jovem Aprendiz é enquadrado nessa categoria, mesmo muitas empresas querendo que seja selecionado: “ausência de riscos ocupacionais”; nossa equipe segue parâmetros atualizados da comunidade científica sobre o assunto bem como da própria ANAMT – Associação Nacional de Medicina do Trabalho